<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327</id><updated>2011-07-07T13:55:33.789-07:00</updated><category term='sentimento'/><category term='motivação'/><category term='força'/><category term='olhos'/><category term='questões'/><category term='irmã'/><category term='união'/><title type='text'>Dayse Oliveira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-7008664780379022566</id><published>2010-01-22T17:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T17:47:13.473-08:00</updated><title type='text'>lições escondidas atrás de pernas curtas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; DISPLAY: block; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429745331705777570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/S1pUnHUojaI/AAAAAAAAAHI/3oGCT_ft2Ww/s320/1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“É impressionante como crianças tão pequenas já possuem mitos sobre si mesmas”. Ouvi essa frase durante a primeira formação de voluntários do ano, na Fundação Dixtal. O contexto me intrigava bastante: falava-se de baixo-estima, de pessoas que se sentem incapazes de ultrapassar limites, de transcender. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aquelas palavras me fizeram recordar uma cena vivida há pouco tempo. Fui participar de um encontro com um autor de livros infantis, no CEU Casablanca, zona sul. Sempre apaixonada pela inocência dos pequenos, me sentei com um grupinho e começamos a papear. Matheus, 06, chamou minha atenção um pouco mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto brincávamos, um amiguinho de Matheus foi até mim e disse: “Tia, ele já tem 06 anos e ainda não sabe ler”. O menino ofendido mudou a expressão na hora e começou a resmungar algumas palavras. Dizia que não se importava com isso. A princípio fiquei estática. Depois, com um joguinho consegui desviar a atenção desse assunto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando o colega se afastou, Matheus fez uma confissão que me levou de volta ao estado estático. “Eu nunca vou conseguir ler, sei que sou burro”. Aquilo me revirou por dentro, me trouxe lembranças de minha vida escolar, de meus traumas e dificuldades. E de como os enfrentei até ganhar a maturidade necessária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conversamos sobre o assunto e o convenci de que nada daquilo era verdade. Mas a questão para mim já era outra. Fui embora pouco depois, com a garganta um pouco tapada por um nó e com a cabeça explodindo de pensamentos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A frase me jogou de volta naquele dia. Por que seres pequeninos, como o Matheus, se achavam tão impotentes? Eles ainda não foram contaminados pelo trauma de viver a competitividade diária que açoita o mundo dos adultos. Seus pés eram pequenos demais para impedirem que ele avançasse. O mundo precisa daquele Matheus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gostaria de vê-lo outra vez. Saber se esses fantasmas pintados de insegurança já o libertaram. Não sei se vou achá-lo. Mas gostaria de dizer àqueles olhinhos vivos e convidativos que ele me deu uma lição grandiosa, impagável. Que, mesmo tendo três vezes menos anos do que eu, foi um excelente professor de vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você encontrar com meu Matheus por aí, diga que, com sua infantilidade, ele fez uma adulta mais feliz! &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429745440410300802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/S1pUtcRz8YI/AAAAAAAAAHQ/6QlXL8GHjTs/s320/olhos.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-7008664780379022566?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/7008664780379022566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2010/01/licoes-escondidas-atras-de-pernas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7008664780379022566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7008664780379022566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2010/01/licoes-escondidas-atras-de-pernas.html' title='lições escondidas atrás de pernas curtas'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/S1pUnHUojaI/AAAAAAAAAHI/3oGCT_ft2Ww/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-8379041620428512977</id><published>2010-01-01T10:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T10:15:35.993-08:00</updated><title type='text'>Um ano de muitas Rosas...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421835875379429826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sz47AKZ1wcI/AAAAAAAAAG4/VnGegYz8lWI/s320/rosas.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Ele acabou com meu ano novo. Mas eu vou acabar com a vida dele”. A frase dita em voz alta chamou a minha atenção. Colocou-me longe do cansaço. Levou-me perto daqueles lábios finos, com traços de uma idade avançada, que cuspiam palavras de acusação dentro do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Calei. Não sabia como podia ganhar a confiança dela. Seus olhos eram como chamas ardendo, pedindo vingança. O hálito trazia um pouco do odor de álcool ingerido a pouco tempo. Vestia trajes simples, e trazia pesadas sacolas. Na mão direita, uma bengala que a auxiliava no caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o lado sabendo que nossos olhos a procuravam. E deu satisfações: “Não liga, viu? Eu estou falando sozinha”. Mas demorou apenas alguns minutos até que voltasse a mim com outro assunto: “O que você fez no olho?”. Referia-se a meus óculos escuros usados dentro de um ônibus às 20h30. Sorri ao responder: “Estão irritados com o cloro da piscina”. A confiança estava conquistada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travamos um diálogo em voz alta, talvez incomodando aos outros passageiros que ansiavam pelo fim da viagem. Ela, agora, tinha a voz rouca, mas com uma estranha alegria. Contou-me da briga com o genro na noite anterior. Fez críticas a filha, que, segundo sua narração, havia sido comprada por uma caixa de chocolates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E criticou também o genro, homem ruim que se esconde atrás de uma fé mentirosa. “Ele é bicho, minha filha. Não é gente”, dizia. Os cabelos curtos, quase todos em tom branco, davam uma dimensão de sua idade. Pela aparência se aproximava dos 60 anos. Mas pelo vigor não teria mais de 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida fez revelações de sua vida. Confidenciou-me, por exemplo, que havia sido atropelada há pouco tempo, o que lhe custou quatro anos em um hospital. Pediu que a tocasse no alto do braço esquerdo, para que sentisse a platina que hoje é parte de seu corpo. Saiu da internação há dois anos e, desde então, “aproveita a vida como pode”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álcool é parte de sua forma de curtir. “Não vejo a hora de chegar em casa, por um vestidinho e sair para beber”. Essa fala destoava totalmente da mulher que estava em minha frente. Por quê? Pelos estereótipos que são passados a cada geração, pelos modelos prontos que somos acostumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltou a falar de família, me surpreendeu mais uma vez. “Se eu tivesse com meus bagulhos, mataria ele na hora. Eu não tenho medo de prisão, não”. Na sequência uma gargalhada alta, que me lembrava ficção. Mas esse filme da vida real já tinha uma atenta telespectadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me de sua aposentadoria. Morava na favela Galinha Molhada, no Jardim Mitsutani, extremo sul de São Paulo. Morava sozinha, mas expressava felicidade por isso. “O salário mínimo aumentou”, contei a ela e um grito explodiu de seus lábios ganhando a avenida. Era motivo de comemorar, haveria mais curtição e álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos em uma sala. O ambiente não era mais o ônibus lotado, desconfortável e barulhento. O cenário era um lugar calmo, onde ela e eu éramos grandes amigas. Confidentes. Emocionou-me quando falou de sua mãe. E foi aí que pude entender seu nome: ROSA. O carinho que possui por sua genitora escorreu pelo canto da boca até pingar em minhas mãos. Guardei-o comigo. Ali estava o sentido de mais um ano, de novas lutas, de crer no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao ponto final e Rosa se despediu. Era uma figura maravilhosa, que jamais poderia passar despercebida em meio a multidão. Com um gesto me desejou feliz ano novo, que se estendeu a todos os passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Rosa. Buscarei um ano tão florido quanto seu nome. E você? Já encontrou com uma Rosa hoje?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sz47GRYzSII/AAAAAAAAAHA/pVGUfXz1Dpg/s1600-h/rosa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421835980333336706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sz47GRYzSII/AAAAAAAAAHA/pVGUfXz1Dpg/s320/rosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-8379041620428512977?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/8379041620428512977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2010/01/um-ano-de-muitas-rosas_01.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8379041620428512977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8379041620428512977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2010/01/um-ano-de-muitas-rosas_01.html' title='Um ano de muitas Rosas...'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sz47AKZ1wcI/AAAAAAAAAG4/VnGegYz8lWI/s72-c/rosas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-2812942285737041853</id><published>2009-12-21T13:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T13:37:52.948-08:00</updated><title type='text'>Minha história de amor</title><content type='html'>Nunca havia experimentado essa forma de amor. Mas ele conseguiu me ensinar, com sua simplicidade e molequice, que não há data para o início de um sentimento. Mas ele surge de uma sucessão de fatores, que o fazem crescer até podermos chamá-lo de AMOR. Ele é o modelo mais próximo da perfeição que eu tive o prazer de conhecer. E como é bom estar ao lado dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me olha com aquelas grandes bolas pretas, com cílios que deixam a expressão marcada, sabe que me ganha. Como é possível ter forças para combater sua inocência vazando pelos poros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendo tanto com suas pequeninas mãos. Ele é meu professor, meu mestre absoluto. Da primeira vez que o vi, os lábios pequeninos e finos ficaram em meus pensamentos. Talvez tudo começou naquele momento, não sei dizer. Mas quem precisa saber o início desse amor? O fato de ele existir é o que me dá vida, me dá cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci com ele. Talvez não em ritmo tão acelerado, mas fui me desenvolvendo junto com o crescimento de suas pernas e braços. Nunca havia experimentado essa forma de amor. Sereno, calmo, sem dúvidas. A gente simplesmente se ama e não há nada que interrompa ou atrapalhe a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz sete anos. De sorrisos tortos por dentes imperfeitos. De abraços apertados e bilhetes com letras estremecidas. Da primeira palavra pronunciada à primeira letrinha no papel. Devo a ele tantas coisas que nem eu mais caibo nessas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus, sou alguém melhor desde que você nasceu! &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sy_ppbQnEeI/AAAAAAAAAGg/DlimQ0KCjrc/s1600-h/formatura+Lili+010.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417805774651331042" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sy_ppbQnEeI/AAAAAAAAAGg/DlimQ0KCjrc/s320/formatura+Lili+010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-2812942285737041853?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/2812942285737041853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/12/minha-historia-de-amor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2812942285737041853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2812942285737041853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/12/minha-historia-de-amor.html' title='Minha história de amor'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sy_ppbQnEeI/AAAAAAAAAGg/DlimQ0KCjrc/s72-c/formatura+Lili+010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-7558895223635192018</id><published>2009-12-15T18:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T18:51:45.892-08:00</updated><title type='text'>Quem tem a resposta?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SyhLKqQ8EvI/AAAAAAAAAGY/_oCvlRGZvMc/s1600-h/Pergunta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415661198429131506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SyhLKqQ8EvI/AAAAAAAAAGY/_oCvlRGZvMc/s320/Pergunta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela era mais uma passante. Seus pés eram negros pelo tom escuro que a sujeira deu, impregnando-lhe o corpo. Pelo cheiro era possível saber sua origem, ou pelo menos imaginar onde tinha passado as últimas horas. Mas isso não me incomodava. Pelo contrário, me chamava a pensamentos profundos, guerras interiores, soluções longínquas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei estava a procura de olhos conhecidos, que estivessem a minha espera. Não os vi e fiquei a observar aquele recorte de uma realidade difícil, sem cor. A passos lentos e com um pouco de esforço, tentava atravessar a rua. No outro lado não havia nada diferente, mas podia ser uma maneira de adiantar o relógio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na esquina, de dentro de um estabelecimento que deveria prezar pela saúde da sociedade, surge um homem de branco, acompanhado por um colega vestido com a mesma cor. Eles saem com sorrisos estampados, gargalhadas à mostra. São altos, estão limpos e perfumados. Não combinam com a cena caótica que o lugar apresenta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dos lábios claros de um deles sai o grito que ainda ecoa em meus ouvidos: “FEDIDA!”. Olho confusa para o lado. Gostaria de acreditar que minha mente forçou uma situação fantasiosa. Não foi. Ele repete uma, duas, três vezes. Perco a conta. O outro grita também: “Sai daqui”. Não interfiro na cena, sou apenas platéia de um espetáculo às avessas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Furiosa, a senhora de pés descalço atravessa a movimentada avenida e mostra no rosto o incômodo com tantos insultos desnecessários. Tentando uma força que já não existe em seu corpo, ela arranca uma lixeira de um poste. Em seguida, meus olhos acompanham o movimento de seus braços. Como vingança ela joga o saco de lixo nos rapazes. Não alcançou. E nem que fosse mais próximo poderia alcançar. O mundo era outro. Ela não pertencia ao deles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As risadas sonoras prosseguem. Não quero mais pertencer aquele recorte. Olho pra mim e vejo a fraqueza em cada veia do braço, nas pernas curtas, nos olhos cansados. Não posso ajudá-la e a impotência acaba com meu dia, corta as horas que ainda nem foram vividas. Meus passos são tão lentos quanto os dela, agora. Cabeça baixa, coração apertado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na mente, os porquês me assolam, me questionam, me incomodam. Serão alienígenas ou apenas reflexos de uma sociedade que esconde sua sujeira embaixo do tapete? Estão cegos ou a visão foi deturpada por tanto sofrimento diário e alheio? O grito era de revolta para que todos conhecessem o sofrimento daquela mulher ou brincavam de ofender o próximo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho respostas, não tenho palpites. Tenho apenas um coração que pede que eu olhe para ela e me enxergue, me veja refletida. Nossa vida não para... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-7558895223635192018?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/7558895223635192018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/12/quem-tem-resposta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7558895223635192018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7558895223635192018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/12/quem-tem-resposta.html' title='Quem tem a resposta?'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SyhLKqQ8EvI/AAAAAAAAAGY/_oCvlRGZvMc/s72-c/Pergunta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-2321876195526002924</id><published>2009-10-30T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-12-23T12:50:12.539-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='união'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='força'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motivação'/><title type='text'>(DES) MOTIVAÇÃO</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sutp7Hn5rII/AAAAAAAAAGM/YlN9gql-3zQ/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 238px; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398525042713275522" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sutp7Hn5rII/AAAAAAAAAGM/YlN9gql-3zQ/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O que te desmotiva”, foi a questão colocada ontem, 29, na sala de aula. Os rostos, antes sorridentes, agora eram apreensivos. Ninguem gosta de falar do que incomoda, fere, machuca. Mas eles trariam uma resposta para a inquietação de cada um. Por meio de uma fadinha dançarina e enérgica, de pernas curtas e cabelo em coque, a solução seria apresentada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sutp7Hn5rII/AAAAAAAAAGM/YlN9gql-3zQ/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro era desmotivado pelo emprego. Embora acumulasse um bom número de funções, não conseguia achar nelas um sentido dentro de sua profissão. Outra também encontrava a desmotivação no antigo emprego. Antigo. Hoje sorri diferente por ter dado um passo largo dentro da carreira. Outra ainda estava indignada, se me permite a palavra, com o alto índice de mortalidade entre jovens. Isso a intriga, consome energia, mexe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E as soluções?”, devia perguntar alguém. Elas estavam tão próximas como os problemas. Pegando a mim como exemplo, por vezes me questiono sobre um porção de coisas sem procurar a resposta no lugar mais óbvio: meu interior. O meu eu, como o de todos nós, é um poço de coisas maravilhosas, de surpresas, de novidades... existe um mundo em nós, sem que nos darmos conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegou na minha vez. A dinâmica correu apenas pelas quatro primeiras pessoas e foi encerrada. Uma pena! Acredito piamente que exteriorizar problemas traz belíssimos resultados. Eu, ao menos, quando falo de sentimentos preciso que um olhar menos viciado me mostre o caminho. Geralmente eu já o conheço, mas só consigo enxergá-lo após um dedo que não me pertence apontar a direção. Louco, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando em qual seria minha resposta. Poderia ser a questão financeira, a falta de estabilidade, o cansaço e outras mil coisas que pertencem a todo ser humano. Mas não queria que fosse isso. Esses são desafios tão cotidianos quanto dormir e comer. Precisava de algo maior. Fechei os olhos buscando uma resposta interna. Achei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente tenho crises a respeito da divisão de classes sociais. Questiono, intrigo e sigo até calar. Mas dessa vez era mais forte. Eu necessitava absurdamente dizer o quanto essa situação me incomodava. Eu precisava falar que, por meus olhos, as injustiças são maiores que o Brasil. E que não penso isso apenas por ser pobre (embora isso ajude). Que vejo o tamanho da diferença entre as classes. E que isso grita meu nome diariamente e pede a minha luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas argumentaria que isso não me desmotiva. Muito pelo contrário. Isso injeta sangue quente em mim e me impulsiona a luta. Abre-me os olhos e me arma até os dentes. É ele quem despeta meu querer, que me faz acordar todos os dias e ir rumo ao ônibus cheio, as calçadas esburacadas e ao cheiro ruim. Eu continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuo mais que pela necessidade fisiológica. Prossigo por que sei que posso mudar. Talvez não a todos, talvez a nenhum. Mas sei que minha força pode ser contagiante. E que posso carregar um, dois, três... muitos comigo. E que juntos podemos transformar uma realidade cruel e injusta como essa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Separados podemos não significar nada. Mas juntos podemos, sim, por que estaremos mudando um ao outro. E ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-2321876195526002924?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/2321876195526002924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/10/des-motivacao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2321876195526002924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2321876195526002924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/10/des-motivacao.html' title='(DES) MOTIVAÇÃO'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sutp7Hn5rII/AAAAAAAAAGM/YlN9gql-3zQ/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-4196685745031768921</id><published>2009-10-15T12:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T12:05:51.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='irmã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimento'/><title type='text'>Um novo olhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Stdyc2sVW2I/AAAAAAAAAGE/l3owX8v5TlI/s1600-h/FOLHA+DE+CADERNO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392904918842825570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Stdyc2sVW2I/AAAAAAAAAGE/l3owX8v5TlI/s320/FOLHA+DE+CADERNO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mais impressionante mora ao lado. Descubro isso diariamente, por meio de detalhes tão mínimos que é preciso insistência para percebê-los. Uma frase dita em hora certa, uma brisa no rosto ou um texto amarradinho que chega a minhas mãos no meio de tantos papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em um desses papéis que confirmei isso. Ele estava lá, em cima da estante, pairando sobre jornais e da velha toalhinha que enfeitava. Nele havia apenas letras. Não as letras quadradinhas vindas das máquinas, as quais me deparo o tempo todo. Mas letras do azul de uma caneta, de formas redondas, convidativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por ela. Não dei muita atenção já que meu mal é deixar tudo para depois. Ler, escrever, assistir, parar. Tudo fica para o dia que não sei se chega. Ou quando. Fui à cozinha, fiz algumas coisas que me tomaram muitos minutos. Ainda não consigo organizar o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei, minha mãe disse que era para eu ler. Minha irmã que tinha feito. “Engraçado, ela quase nunca escreve”, pensei. Dei uma olhadinha por cima e vi que era um trabalho escolar. Interessei. Mesmo assim continuei a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tribulações dos próximos minutos me fizeram voltar a ela. Voltei buscando respostas, buscando forças, buscando a mim. Deitei na cama dura e bagunçada, afastei todas as coisas sobre ele e meus olhos se cruzaram com o branco do papel. Nome em cima, construção de identidade embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a vida dela. Os caminhos que ela tinha pisado que se mantinham fortes em sua memória. Alguns erros ortográficos aqui e acolá. Acordei para a simplicidade daquelas palavras. Minha irmã, mais velha do que eu, mostrava agora o quanto sabia. Punha a prova a junção de seus conhecimentos para atingir a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro parágrafo uma lágrima caiu. Escapou antes que eu percebesse, como quem luta e consegue enganar o adversário. Aquele texto me tocava. Talvez por me mostrar o juízo de valor que fiz dela tantas vezes. Ou por me acordar para uma irmã que eu desconhecia. Provavelmente pelos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior ganho daqueles minutos foi ouvi-la falar de meu pai. Quão grande era seu significado na vida dela. E como isso se mantinha vivo na memória. Conseguia lembrar, por exemplo, o que sentiu quando nossa mãe engravidou da segunda filha. Como sentiu medo... e como foi forte enfrentando tudo isso quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos 30 anos, ela consegue ver o quanto ele, NOSSO pai foi importante na construção de sua vida. Hoje, aos meus 21, olho para ela e consigo ver outra pessoa, outra irmã, alguém tão grande que nem consigo explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de colocar em palavras o quanto aquelas linhas me marcaram. Mudaram meu rumo, fizeram uma curva em mim. Não posso ainda, talvez ao inventar um novo alfabeto. Talvez. Por hora me contento em pensar que esse foi um dos momentos mais sábios e preciosos da minha vida. E foi ela quem proporcionou que eu o vivesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-4196685745031768921?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/4196685745031768921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/10/um-novo-olhar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4196685745031768921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4196685745031768921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/10/um-novo-olhar.html' title='Um novo olhar'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Stdyc2sVW2I/AAAAAAAAAGE/l3owX8v5TlI/s72-c/FOLHA+DE+CADERNO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-8060917341634218567</id><published>2009-09-27T21:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T21:55:45.948-07:00</updated><title type='text'>Por que tanta pressa?</title><content type='html'>Estava atrasada como sempre. Torcia pelos faróis fechados, pelos carros acelerados, para que o ponteiro pudesse ir sempre além de sessenta. A lotação só permitia que subissemos e descessemos pelo mesmo lado, criando uma confusão e, claro, me atrasando ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a conversa diária com Gay Talese. Agora ele me ensinava um pouco sobre pontes, edifícios, progresso. Como sempre, ficava alheia ao que acontecia no exterior daquele retângulo. Só percebia pernas andando em buracos de calçadas. Pernas sem nome, sem personalidade. Somente passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos próximo ao metrô, parei o papo e olhei para fora. Aquele ponto costuma demorar e eu precisava conferir quanto tempo isso levaria. Observo. Vejo passantes de todos as caras. A maioria no entanto, a traz amarrada, como quem está atrasada. Como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três garotas atravessam meu cenário. Elas o invadem sem pedir licença, mas já vi que são assim o tempo todo. Talvez sejam donas de muito. Do outro lado, meus olhos são tomados por pés enrugados, cabelinhos brancos e passos lentos. Prefiro o lado de lá, que me reflete e me acolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, contra a minha vontade, os lados se encontram. E o fazem da pior forma. Topam. Chocam. Colidem. Algumas vezes me contaram que o lado mais fraco vai para o chão. E foi. Eu não queria acreditar. Mas as donas de muito passaram tão veloz que encontraram meu velinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cai. E quando cai leva também meus olhos, leva meu coração e minha alma. Não sei o que fazer. Descer? Chamar ambulância? Gritar com as três princesas? Não consigo uma única resposta. Meu grito é silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o silêncio também quer dizer algo. E o meu disse. Tanto que dois anjos chegaram e acudiram meu protagonista. Ele sangrava. A testa devia ter se cortado devido ao contato brusco com o concreto. Eu também sangrava. Doíam os olhos, os dedos, os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os lados haviam se trocado. Voltei o olhar para o lado de que partira os cabelos sem cor. Agora elas que estavam lá. Sorriam. Sorriam de uma forma horrível, esquecendo sua origens. Não lembravam do pai que acordava de madrugada e topava o dia inteiro com outras garotas. Não lembravam do avô que atravessava a cidade para visitá-las. Esqueciam que sem eles não dariam tantos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elas se foram. Em seguida a lotação partiu. O herói ficou no chão. O final não foi feliz. E eu? Esqueci o atraso, a ponte e as construções. Para mim o progresso havia acabado. Fui testemunha do retrocesso que os passos ao contrário podem provocar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-8060917341634218567?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/8060917341634218567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/por-que-tanta-pressa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8060917341634218567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8060917341634218567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/por-que-tanta-pressa.html' title='Por que tanta pressa?'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-958206557384262474</id><published>2009-09-16T11:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T16:39:46.756-07:00</updated><title type='text'>Pequena Pérola Preciosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SrEukuv2mtI/AAAAAAAAAFs/AfAbR6X73S4/s1600-h/avos.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382134238243363538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 310px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SrEukuv2mtI/AAAAAAAAAFs/AfAbR6X73S4/s320/avos.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela conseguiu mudar meu dia. Aquelas suas perninhas velozes, andando rapidamente, não condiziam com o tamanho de sua inocência. Os cabelos acariciavam as orelhas, promovendo gostosas cócegas. O sorriso me invadia e enchia de possibilidades. Convidava, permitia, alcançava. E os olhos... Eram da mais imensa preciosidade. Dentro deles havia um mundo a ser descoberto, um planeta negro que queria ser desbravado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou, parecia um gigante caminhando pela sala, que ficou pequena para ela. Ao olhá-la, podia me ver dentro dela. Mais que isso, eu me reconhecia a cada atitude, a cada história, em todos os sorrisos. A menina gordinha e falante, que sempre chama a atenção de todo mundo com suas histórias inventadas. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era um rio de possibilidades para mim. Ria e me chamava para viajar a seu lado, para locais que eu desconhecia. Durante o almoço descobri mais uma semelhança: era comilona também. O feitiço funcionava a cada segundo, e eu ia me perdendo em suas magias, abobalhada por seus encantos de menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me contou sobre seu programa aos domingos, terminou de me ganhar. “O que você procura lá?”, perguntei para testá-la. E, com sua autoridade de gigante, me devolveu: “Eles são meus amigos e gosto de visitá-los”. A referência era aos velhinhos que ela visita sempre, com quem divide sorrisos e histórias. Quando se lembra de uma delas, diz que adora o cheiro de suas mãos, “é tão gostoso, parece que é de erva-doce”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me deixa mais espantada com esse ser, é o contexto social em que vivemos. No discurso dos que querem achar um motivo para explicar a situação vulnerável que as crianças vivem, sempre aparece a questão do que é mostrado na TV, nas propagandas e, por isso, o mundo está assim. Que as crianças só reproduzem o que é mostrado a elas o tempo todo. Que não adianta uma boa educação, já que ela vai acabar alguém egoísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO!! A minha posição é que tudo isso não passa de blá-blá-blá. Quem explica essa menina? Por que ela, moradora da periferia, estudante de colégio estadual, é uma exceção? Será mesmo que essas teorias fazem sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recuso a acreditar. E, quando conheci Mayara, fiquei ainda mais firme. Ela me deu suporte, me deu chão, é meu exemplo vivo de que o mundo quer ser mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela consegue enxergar o começo e o fim de seu processo, quem ela é hoje e como estará depois. É capaz dessa grandiosidade ainda beirando os 9 anos, sem tem abandonado as bonecas ou as cordas de pular. Mayara tem uma relação de gratidão na forma mais pura e bela que a palavra pode significar. Eles são seus avós, aqueles que ela perdeu ainda muito nova. E ela é a neta querida, que dá sentido a vida deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SrEuqTyWpnI/AAAAAAAAAF0/QeJAyySL074/s1600-h/avo-e-neto-marianamassaraniblogspotcom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382134334085310066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SrEuqTyWpnI/AAAAAAAAAF0/QeJAyySL074/s320/avo-e-neto-marianamassaraniblogspotcom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com um coração que não cabe em seu pequenino corpo, com um sorriso capaz de quebrar qualquer cercado, ela chega encantando todo mundo. Deita, pega um livro na estante, lê as fantasias de outras crianças, e volta a ser como elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-958206557384262474?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/958206557384262474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/pequena-perola-preciosa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/958206557384262474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/958206557384262474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/pequena-perola-preciosa.html' title='Pequena Pérola Preciosa'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SrEukuv2mtI/AAAAAAAAAFs/AfAbR6X73S4/s72-c/avos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-8608649809805820892</id><published>2009-09-03T15:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T15:37:49.586-07:00</updated><title type='text'>História Cotidiana</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SqBFJbfkHAI/AAAAAAAAAFU/ko81YBiVgGE/s1600-h/idoso_4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SqBFJbfkHAI/AAAAAAAAAFU/ko81YBiVgGE/s320/idoso_4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377373983381658626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era por volta das 17hs quando eu cruzei o portão da Fundação. Sempre com pressa, hoje não podia ser diferente. Mas havia uma diferença. Hoje eu estava acompanhada por outros dois seres. Um seguiria comigo e o outro só nos acompanhava até a linha-limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria de nosso rosto era evidente. Sempre. Acostumados a nos divertir com pouco, riamos de piadas bobas, coisas que já nem me lembro agora. Chegamos ao carro. Precisava da carona para levar alguns materiais para a gráfica... esse já era mais um ponto atípico no meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma sexta-feira. Apesar do tradicional vento de inverno, aquele dia tinha uma brisa diferente, um ar amigo, que conversava comigo trocando gostosas carícias. Sextas-feiras costumam ser animadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no seu carro. Pelo calor abaixei o vidro (e por que não suporto me sentir presa, enclausurada). Soltei um grito: “Não fecha o portão”. A grande porta de ferro que nos separa da rua estava quebrada e, portanto, deveria permanecer aberta. Ele não me ouviu e subiu apressado as escadas. Estar em São Paulo é viver para correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o meu lado e me dei conta do senhor que juntava papelões. Ainda não havia percebido que ele estava ali. Ele também me olhou. Talvez já fizesse isso há algum tempo, sem que eu percebesse. Agora ele já não só me olhava, sua voz chegou a meus ouvidos: “Tem que fechar o portão para não ser assaltada né?”. Paralisei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha um sorriso indescrítivel. Sua pele era queimada do sol, enrugada, gasta de tanto tempo vivido. Em sua boca havia alguns espaços onde houvera belos dentes brancos. Mas lindo de verdade eram seus olhos. Ah, quanta coisa eles me diziam! Eram olhos de menino, encantado, talvez por que eu o olhei, ou por que falei com ele, ou simplesmente por meu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram olhos de quem acredita em dias melhores. Olhos de esperança, que não combinavam com o sofrimento declarado na pele ou com a cena dos papelões. Aquele par de brilho redondo me fazia crer em tanta coisa. De repente olhei para mim e vi o quanto minha vida era fácil. Eu, eterna reclamona das dificuldades diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou mais. E quanto mais palavras explodiam em seus lábios, mais envolvida eu me sentia. Suas sílabas me alimentavam, me davam coragem, me davam vida. De novo sorrindo, disse que eu tinha uma vida bacana, que deveria ser delicioso andar naquele carro. Gostaria de ter descido e lhe dado um abraço, ter mostrado o quanto ele fizera meu dia especial. Pena que minha coragem seja do tamanho de um grão de arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro partiu e acenei para ele. Recebi um belo thau de volta, com uma imagem digna de percorrer o mundo. Segui meu caminho sem dizer nada do acontecido. Somente sentia. Eu não tinha como ser a mesma depois de cruzar com o homem do papelão.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SqBE80RApyI/AAAAAAAAAFM/MJYVuXAjekI/s1600-h/mao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 306px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SqBE80RApyI/AAAAAAAAAFM/MJYVuXAjekI/s320/mao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377373766693201698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-8608649809805820892?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/8608649809805820892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/historia-cotidiana.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8608649809805820892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8608649809805820892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/historia-cotidiana.html' title='História Cotidiana'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SqBFJbfkHAI/AAAAAAAAAFU/ko81YBiVgGE/s72-c/idoso_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-8062446164804242675</id><published>2009-09-01T07:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T07:27:09.914-07:00</updated><title type='text'>Desculpe-me!!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFUNDAA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFUNDAA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFUNDAA%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Eu juro que gostaria de ter tido outra reação, de ter te enxergado como o homem que és. Minha vontade era sentar com você, te ouvir falar sobre seus sentimentos, os sonhos que escoaram pelo ralo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas eu não consegui. Desculpe-me!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu deixei que minha fraqueza de humana superasse a generosidade que tenho. Ou que eu gostaria de ter. Eu te olhei e não me vi. Meus olhos estavam tão escuros pela sombra do medo, que só pude ver a sacola que voava de sua mão a sua boca, dançando com seu corpo perdido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ah, como eu sou falha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Talvez você só precisasse de um olhar. Não daqueles que te seguem todos os dias, atribuindo culpas maiores do que as que você já carrega. Eu não tive compaixão de seu cansaço, de seus pés descalços sendo perfurados pelas calçadas mal feitas. E eu fui mais uma reprodutora desse olhar perverso, injusto, desumano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Você pode me ouvir?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por favor, eu te imploro que me perdoe por mais esse erro, mas vivo tantos atropelos que eu nem sei mais como me comportar. Eu perdi minha identidade, perdi minhas características pessoais, perdi aquilo de mais precioso que eu carrego: alma. Mas você não tem culpa. Já tens problemas demais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Percebi que ainda quiseste me alertar. Eu corri de você e você correu para mim. Não adiantava eu me esconder, pois seus pés me seguiram para que eu jamais esquecesse de que você existe. Desculpe-me! Eu usava venda e não te vi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-8062446164804242675?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/8062446164804242675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/desculpe-me.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8062446164804242675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8062446164804242675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/09/desculpe-me.html' title='Desculpe-me!!'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-6865705719225718860</id><published>2009-08-06T16:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T16:53:32.803-07:00</updated><title type='text'>Outra Dayse... por você!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Snts9IpSYwI/AAAAAAAAAE0/Gx2zHYZMMa8/s1600-h/kidscooking.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367003178490553090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Snts9IpSYwI/AAAAAAAAAE0/Gx2zHYZMMa8/s320/kidscooking.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje me surpreendi. Consegui entender na prática um processo que eu sempre teorizei. Consegui reenxergar, reler, reinterpretar. E não foi um texto, um artigo, um livro. Foi alguém. Descobri uma pessoa tão especial... e ela estava ao meu lado, sentada a um metro de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um pré conceito quanto a ela. Bocuda, extravagante, exagerada. Isso não me afastava, mas não permitia que eu visse a grandeza por trás de seus olhos. Eu tinha a visão prejudicada pela minha mesquinhez e egoísmo. Mais uma vez me atrapalhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje parei para conversar com ela. Não como faço todos os dias, de brincadeira, por diversão. Trocamos confidências. Falamos de calos, de feridas abertas, de dores presentes. E enquanto eu reclamava ela sorria pra mim. Ela apenas me ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois falou. E quando começou conseguiu me diminuir, não no mal sentido e menos ainda de propósito. Ela não precisou me dizer que eu era ingrata comigo mesma, mas fez isso com sua história, com sua trajetória de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu tinha dez anos. Cuidava dos meus irmãos porque minha mãe sempre teve que trabalhar fora. Aprendi a cozinhar sozinha. Um dia, como eu ainda era bem pequena, fui passar a panela para o fogo de trás e queimei a barriga”. Engoli em seco. Vi sua marca, presente até hoje, 18 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Outra vez, ainda com essa idade, fiz um café para meus irmãos e minha mãe estava um pouco irritada. Quando ela bebeu, jogou-o quente no meu rosto. Disse que eu não sabia fazer nada”. Dessa vez não segurei o choro. Não podia controlá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora com suas palavras transformadas em imagens na minha cabeça. Ela não entendia o quanto injusto era trocar sua infância pela vida adulta. Ela não sabia o quanto a transformaria trocar suas panelas cor-de-rosa por panelas de alumínio. E mesmo que soubesse, ela não podia escolher.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Descobri em mim uma ingratidão perante ao mundo. Escrevo esse texto para que mais pessoas conheçam sua história e saibam o quanto são vitoriosas na vida. Vanessa, a marca que você possui na barriga, hoje a tenho em minha alma. Obrigada por limpar meus olhos e resgatar minha visão. Sou outra por você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-6865705719225718860?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/6865705719225718860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/outra-dayse-por-voce.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6865705719225718860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6865705719225718860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/outra-dayse-por-voce.html' title='Outra Dayse... por você!'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Snts9IpSYwI/AAAAAAAAAE0/Gx2zHYZMMa8/s72-c/kidscooking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-8432728457635638009</id><published>2009-08-06T16:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T16:34:14.165-07:00</updated><title type='text'>Bem vindo ao Cooperifa!!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nunca tinha vivido nada parecido. Percebo o quão pouco eu vivi até hoje. Cheguei bastante apreensiva, um pouco amedrontada eu diria. Fiquei na porta. Ainda não sabia quais seriam meus próximos passos. Por enquanto preferia observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi que em cada cadeira havia um jornal, tomei coragem – e fôlego – e pedi licença ao casal sentado na porta para me juntar a sua mesa. Eles me acolheram com um sorriso. Eita mania de estudante de jornalismo! Não pode ver ninguém com um jornal na mão que quer se aproximar. Fui ganhando confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi querida, seja bem vinda”, disse uma voz. SMACK! Ganhei um beijo estralado na bochecha. O clima era de uma tamanha amizade. Nunca tinha vivido nada parecido. Vivi muito pouco. Ali eu conheci o sentido da palavra comunidade. Fui além do seu significado. Descobri entre copos de cerveja que havia uma família, uma união inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas impressões foram tomando forma. Era música quem a moldava. Embalo. Sons. Sorrisos. Tudo fervendo junto em um imenso caldeirão. Olho o garoto que chega e ele me mostra a brancura de seus dentes. Os dreds davam o charme aquela cabeça ainda pequena, mas já borbulhante de ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa noite!” Opa, vai começar. Agora já chegaram alguns conhecidos mas isso já não era necessário. Aos poucos ganho o ar de familiaridade do local. “O silêncio é uma prece”. Hora de apreciarmos os frutos dessa cultura. Chamam o primeiro nome: Dona Edite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhorinha se levanta e é acompanhada até o microfone. A claridade que falta em seus olhos não a impediu de recitar sua poesia novamente nessa noite. Leio em sua camiseta “Ser idoso é ser vitorioso”. Aquilo me toca, me choca. Suas palavras viram melodia, entram em mim sem licença, sem permissão. Não notei, mas acho que minha boca ficou aberta. Minha caminhada já valeu a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite vai se construindo em versos, em parágrafos, em rimas. Uma menina de nove anos recita, seu pai a homenageia. Outro e mais um. Para todos os gostos. Fico pensando no tamanho de tudo isso, na grandeza desse povo, na imensidão de sua alma. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366998133762317570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SntoXfkWXQI/AAAAAAAAAEk/dIAaNJqbcJ0/s320/cooperifa2%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi pouco. Mas hoje percebi que ganhei mais dez anos de bagagem de vida. Abri meus olhos e enxerguei esse povo lindo e inteligente. Eu faço parte desse lugar. BOA NOITE, COOPERIFA!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-8432728457635638009?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/8432728457635638009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/bem-vindo-ao-cooperifa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8432728457635638009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/8432728457635638009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/bem-vindo-ao-cooperifa.html' title='Bem vindo ao Cooperifa!!'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SntoXfkWXQI/AAAAAAAAAEk/dIAaNJqbcJ0/s72-c/cooperifa2%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-7295029013609851151</id><published>2009-08-03T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T08:45:14.690-07:00</updated><title type='text'>Somente perguntas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SncF34F8ELI/AAAAAAAAAEc/y9XwlHYUOL4/s1600-h/interrogacao2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365763938543472818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SncF34F8ELI/AAAAAAAAAEc/y9XwlHYUOL4/s320/interrogacao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quantas vezes isso precisará acontecer? Por quanto tempo me dedicarei somente a cicatrizar feridas expostas, sem tentar fazer com que elas não tornem a aparecer? Talvez o tempo de uma vida necessária. Temo que seja pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O amor tudo perdoa”. Não tenho certeza, não posso reproduzir essa frase. O maior amor de todos me fere com lança afiada e, ao me ver caída e sangrando, nada faz. Recusa-se a enxergar o tamanho do buraco que se abre em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento me faz chorar. Causa em mim um estranhamento ao mundo, causa dúvidas sem respostas, caminhos sem fim. Uma, duas, dez e onze vezes. Sem cessar, sem trégua. Meu coração se abre de novo até ser interrompido por uma nova lança, por um novo buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros? Acertos? Que importa tudo isso. Se não os usamos para evoluir e para o bem daquele que amamos, a vida é vã, é nula, se torna apenas passagem. Construímos as relações em peças de quebra-cabeça e, cada vez que jogamos uma fora, ele perde um pouco mais de seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de gritas por soluções. De andar de bicicleta até que minhas pernas não tenham mais força. Mas não posso. Estou presa a um mundo de regras pré-estabelecidas, sem cor e sem vida. Para que elas servem? Também não sei. Apenas sigo minha rota, rumo ao desconhecido, com a esperança de que no final do túnel seja um pouco mais claro e arejado. A caminhada continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-7295029013609851151?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/7295029013609851151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/somente-perguntas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7295029013609851151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7295029013609851151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/08/somente-perguntas.html' title='Somente perguntas'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SncF34F8ELI/AAAAAAAAAEc/y9XwlHYUOL4/s72-c/interrogacao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-7453990163657379062</id><published>2009-07-27T15:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:37:31.144-07:00</updated><title type='text'>Meu Herói sem Nome</title><content type='html'>&lt;div&gt;A chuva tirava o aspecto de dia comum. Era um dia atípico por que, com o frio, as pessoas tendem a ficar mais juntas, mais unidas, próximas. Esses dias pedem casa quentinha, mas ao saber que encontraria dois olhinhos brilhantes que completavam 2 aninhos me animei. Aquele aguaceiro não me deteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui e tive o privilégio de receber um sorriso verdadeiro e um beijo estralado. Que criança encantadora! Poucos minutos com ela são capazes de me recompor de horas de estresse... de dias de fadiga. Depois de renovar minhas forças, rumava para o ponto de volta ao lar quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um par de olhos me fitava. Primeiro não percebi e depois só fingi. Sim, era eu mesma que ele olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça, dá licença, que horas são?&lt;br /&gt;- Agora são 18h40.&lt;br /&gt;- Você sabe quanto tempo demora para eu chegar no estádio do Morumbi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi socorro olhando para o lado. Outra voz respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De ônibus é rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele devolveu dizendo que não ia de ônibus. Na verdade, precisaria pedir carona até chegar ao Extra João Dias, de onde iria a pé ao estádio. Com minha curiosidade de praxe, quis saber o que faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou encontrar meu pai para ele não vir sozinho do serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fio cortou meu coração. Ele devia ter no máximo 09 anos. Uma criança. Com responsabilidade de adulto. Explicou-me que todos os dias fazia isso, por que o pai trabalhava até a noite e era perigoso vir sozinho. Contou-me também que eles sempre voltavam a pé, desde o estádio do Morumbi até o Chácara Santana. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sm4r9eAZ9nI/AAAAAAAAAEU/5-FEd-1_tiE/s1600-h/08SPTRANSdentro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363272541271619186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sm4r9eAZ9nI/AAAAAAAAAEU/5-FEd-1_tiE/s320/08SPTRANSdentro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não é longe não moça, a gente vem conversando e a hora passa rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia o que dizer diante de tanta força reunida naquela pequena criatura. Pensei nos meus dias de preguiça e de egoísmo. Olhei para ele. Sorrisos. Ele era todo sorrisos. Da cabeça aos pés, passando por cada detalhe de seu magro corpo. Feliz. Feliz por estar ajudando ao pai, que o criou sozinho, a ele e duas irmãs. Era um exemplo a ser seguido. Maior que todos aqueles que eu já tinha visto ou ouvido. Um mini-tesouro escondido, zelando por seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe como é né? Os meninos sempre se apegam mais com os pais – confessou meu herói sem nome. O ônibus chegou e o levou, porém em mim, sua sementinha já estava plantada, da mais deliciosa forma: sorrisos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-7453990163657379062?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/7453990163657379062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/meu-heroi-sem-nome.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7453990163657379062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7453990163657379062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/meu-heroi-sem-nome.html' title='Meu Herói sem Nome'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sm4r9eAZ9nI/AAAAAAAAAEU/5-FEd-1_tiE/s72-c/08SPTRANSdentro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-994329775429197248</id><published>2009-07-13T16:13:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T16:15:28.494-07:00</updated><title type='text'>Lágrimas de mulher...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu_1ngjUiI/AAAAAAAAAEM/y5yLRcHne-8/s1600-h/mulher[1].chorando"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358087109546824226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu_1ngjUiI/AAAAAAAAAEM/y5yLRcHne-8/s320/mulher%5B1%5D.chorando" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ele me expulsou de casa... não sei onde vou dormir hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase sai forçada, quase como um sussurro. Mais uma vez a mulher tem que sair e dormir fora, enquanto o marido acalma e a aceita novamente. Os olhos suplicam por uma solução, uma ajuda ou, pelo menos, um lugar para passar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minutos vão avançando... maldito relógio que sempre se encontra contra o tempo! O sorriso disfarçado é constante no rosto, tentando mostrar uma felicidade inexistente, convencer aos outros de uma mentira tão aburda: a de que é feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida foi ingrata. Esse já é seu segundo casamento e o “felizes para sempre” não passou nem perto da janela. Na boca, dentes que um dia encantaram a tantos se tornaram cacos, restos de uma vida sofrida e amarga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anoitece, a lua traz com ela o álcool, que rega as emoções inconsoláves e as lágrimas contidas. Uma cerveja, mais uma e outra mais. Já não posso contar quantos copos se desfizeram em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo, porém, que o sorriso agora sai sozinho, autêntico, espontâneo. Já não é mais um risco na boca, mas tem um barulho forte, longo e cheio de vida. Aquela imagem de mulher sofrida some aos poucos, dando lugar a cantorias que saem com o forte hálito da cevada com nicotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora ele vai ver. Vou mostrar para ele quem sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário é diferente. A bebida lhe garante que nada acontecerá, lhe dá força para encarar os músculos do marido drogado. Uma, duas, três vezes de insultos e xingamentos. O clima fica tenso e eu vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, debaixo de uma chuva fina, vejo uma cena horrível: aqueles mesmos olhos que sorriam para mim agora estão roxos, machucados, cortados. Seus joelhos estão coloridos, mas não da cera do chão ou da terra molhada, mas com o roxo do espancamento, da dor sofrida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Olho de novo e não sei o que dizer. Abaixo os olhos. Ela me diz que está tudo bem... não consigo entender como pode estar. A maquiagem esconde dos outros sua história, mas não pode esconder de si. Para mim, o dia acabou aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-994329775429197248?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/994329775429197248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/lagrimas-de-mulher.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/994329775429197248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/994329775429197248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/lagrimas-de-mulher.html' title='Lágrimas de mulher...'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu_1ngjUiI/AAAAAAAAAEM/y5yLRcHne-8/s72-c/mulher%5B1%5D.chorando' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-1531724264971472116</id><published>2009-07-13T15:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T15:53:18.518-07:00</updated><title type='text'>Odisseia às avessas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Contrário aos heróis idealizados desde a infância, a realidade nem sempre apresenta histórias com final feliz&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu6Y6T7WNI/AAAAAAAAAEE/l7FTqkogUPY/s1600-h/odisseia_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358081118819801298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu6Y6T7WNI/AAAAAAAAAEE/l7FTqkogUPY/s320/odisseia_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dia amanhece frio, com poucas nuvens no céu e um vento forte que deixa as pessoas apreensivas. A maioria não quer levantar da cama num dia desses. Mas para João Hélio a realidade é bem diferente. Ele, pedreiro há mais de 30 anos, adoraria poder trabalhar hoje, acordar bem cedo, pegar ônibus e pôr a mão na massa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Hélio, natalense, 63 anos, casado, pai de três filhas e com 3 netas, sofre de hepatite alcoólica, adquirida após anos de consumo de bebidas. A vida tem se mostrado cada vez mais difícil. A simples atividade de caminhar é árdua para suas pernas fracas. O olhar, cada vez mais cansado, também é prejudicado pelo glaucoma mal curado. Na boca não restam mais nenhum dos dentes, antes tão fortes e claros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No entanto, todas as dificuldades impostas pelo seu físico não impedem que Hélio continue a alimentar o vício. “Eu bebo para esquecer o quanto é difícil estar nessa vida”. Diariamente, em passos vagarosos, ele consegue chegar ao seu destino: um boteco na rua que fica paralela à sua. Lá, ele consegue algumas doses de graça, de um antigo amigo seu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vida de Hélio, porém, é assim há pouco tempo. Aos 44 anos, quando comprou um terreno no bairro de Campo Limpo, zona sul paulistana, esbanjava saúde aos vizinhos. Não bebia. “Apenas socialmente para acompanhar os amigos”. Construiu a casa sozinho, desde os primeiros blocos até a última demão de tinta. “Fiz isso por minhas filhas”, repete ele, insistentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Após os 50 anos, o vigor de Hélio já não era o mesmo. Dores, alguns inchaços e uma indisposição começavam a atrapalhar o bom desempenho de antes. Em uma consulta médica descobriu a origem desses males: seus ossos começavam a atrofiar, o que impedia que completasse alguns movimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vida de pedreiro estava encerrada. Já não era possível executar serviços que exigiam força e uma perfeita coordenação de suas mãos. Agora vinha uma difícil fase, com burocracias para receber o dinheiro que de fato era seu. Hélio persistiu até conseguir obter o benefício da aposentadoria por invalidez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aqui as coisas deviam melhorar. Mas, contraditoriamente, sua história tem o ápice justamente agora. Impossibilitado de administrar seu dinheiro e tendo que cumprir com o sustento da família, Hélio transfere à sua esposa, Maria Helena, o direito de receber por ele a aposentadoria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Maria Helena, no entanto, não cumpre seu papel. A quantia que ela recebe, quase nunca chega às mãos de seu marido. Com o valor são feitas viagens, compras de roupas (menos para ele, é claro), presentes e todo o tipo de esbanjamento. Para o sustento da casa, ela utiliza a renda obtida através de seu bar, no qual Hélio é expressamente proibido de pisar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Faz mais de uma semana que não faço a barba. Não consigo fazer em casa. O rosto coça, mas ela não me dá dinheiro para ir ao barbeiro”, reclama Hélio, se referindo à sua mulher. A situação se repete constantemente. Hoje, ele vive maltrapilho e depende de cuidado dos vizinhos. “Todos saem e não deixam nem um prato de comida para ele. Faço um e levo”, conta Suelen Oliveira, vizinha de Hélio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Maria Helena diz que o sofrimento de seu marido é merecido. “Eu já derrubei muita lágrima por ele”, conta ela. As filhas fazem vista grossa da situação, para não favorecer nenhuma das partes. A Hélio só resta aceitar as decisões que são tomadas pelos outros. Sua odisseia continua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-1531724264971472116?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/1531724264971472116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/odisseia-as-avessas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1531724264971472116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1531724264971472116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/07/odisseia-as-avessas.html' title='Odisseia às avessas'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Slu6Y6T7WNI/AAAAAAAAAEE/l7FTqkogUPY/s72-c/odisseia_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-4570947581816853664</id><published>2009-06-22T15:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T15:44:07.901-07:00</updated><title type='text'>Vida de leitora</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SkAIdzawYGI/AAAAAAAAAD0/LEmuA95L6fw/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350285665427808354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 82px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SkAIdzawYGI/AAAAAAAAAD0/LEmuA95L6fw/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre tive um amor especial pelas letras. Essas pequenas frações que, juntas, são capazes de trazer um mundo de coisas especiais a nós. Elas tiveram poder absoluto sobre mim, reinaram em meu mundo, mandando em minhas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me de quando aprendi a decodificá-las. Foi impressionante para meus pais a rapidez com que inseri as palavras no meu mundo. E queria ler o tempo todo, ler para eles, para os outros, pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri o sabor de ler livros, de compartilhar histórias com pessoas que nem conheço, mas que escreveram também para mim. Desvendei mistérios, conheci amigos, sofri por mortos e brindei novas vidas, tudo isso com meus fiéis companheiros de travesseiro, às vezes amarelados e sujos pelo tempo e descuido de outras mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim cresci. E nem sequer por um segundo consegui afastar as histórias da minha vida. Não importava de onde vinham ou o que retratavam. Quando chegavam aos meus curiosos olhos se tornavam parte da MINHA história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, num dia desses, me apresentaram um &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI74307-15230,00-A+HISTORIA+DE+LILI+LOHMANN.html"&gt;texto da Eliane Brum&lt;/a&gt;, jornalista da revista Época, retratando justamente essa descoberta da leitura. Ela, como eu, também sempre foi amante das boas narrativas. Falava das pessoas marcantes em sua vida para que ela se tornasse quem é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler com os olhos brilhantes pelas lágrimas que se formavam. Comecei a pensar no quanto aquele texto falava comigo. Quantas pessoas foram tão significativas na minha vida, que tiveram o poder de moldar o meu caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da minha primeira professora. Fátima. Tia Fátima... Com toda a paciência que poderia haver me ensinou a juntar as letras, a fazer palavrinhas, a montar os meus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha formatura do pré, ela se emocionou quando eu fui a única a conseguir ler para todos os pais. Sem que ela precisasse me soprar palavras no ouvido ou me mostrar a sequência das linhas, eu fiz toda a homenagem que ela tinha escrito no papel. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350285733354205410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SkAIhwdq8OI/AAAAAAAAAD8/ziqnDCrPU9Q/s320/leitura1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não entendia o tamanho de tudo isso. Mas hoje, olho lá atrás, e vejo o papel decisivo que ela teve na minha formação. Sem ela, sem o jeito especial de me ensinar, sem o sorriso sempre presente durante as aulas, talvez eu odiasse os livros e nunca tivesse me tornado eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos já correram. Os tempos são outros e ela já não ensina mais os pequeninos a ler. Porém, para mim, seu papel de professora será eternizados, sempre marcante e transformador. Ela é ainda a minha TIA FÁTIMA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-4570947581816853664?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/4570947581816853664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/06/vida-de-leitora.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4570947581816853664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4570947581816853664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/06/vida-de-leitora.html' title='Vida de leitora'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SkAIdzawYGI/AAAAAAAAAD0/LEmuA95L6fw/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-7801586824586471101</id><published>2009-06-22T14:48:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T15:05:39.765-07:00</updated><title type='text'>Um presente do acaso</title><content type='html'>&lt;div&gt;É intrigante como certos acontecimentos, ou a falta delas, mudam e moldam nosso destino. Uma rua errada, um telefone, uma palavra. Coisas ditas sem importância, que passam despercebidas pela nossa correria cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, foi assim que eu me encontrei. Para falar a verdade, eu me encontrei quando conheci esse lugar. Podia ter dado tudo errado e talvez eu nem viesse a conhecê-lo. Mas as boas energias me conduziram a estar lá, naquele dia e horário, que para mim serão inesquecíveis. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sj_-Tj8eJPI/AAAAAAAAADk/aFhK9AQO4N4/s1600-h/cachorro_003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350274494359282930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sj_-Tj8eJPI/AAAAAAAAADk/aFhK9AQO4N4/s320/cachorro_003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro choque foi ao perder o emprego. Incapaz? Insuficiente? Questões diversas que pairaram sobre a minha cabeça, tão confusa e desatenta. Mãos estendidas me ajudaram a levantar e tentar outra vez. E quantas vezes fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ansiedade que me é comum desde o berço, já estava com medo de não conseguir algo, e logo. Primeiro uma resposta que não se encaixava em nada comigo. Mas eu precisava tentar. Fui, torcendo para que desse errado, e realmente deu. Foi um alívio não ter conseguido aquele emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, chegou o dia da esperada entrevista. Acordei atrasada, saí de casa apressada, comendo uma bolacha enquanto dava passos largos. Tudo conspirava a meu favor. Cheguei às 9hs em ponto. Abri um sorriso e olhei para as outras candidatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a melhor dinâmica que já tive. Valeria a pena ainda que não fosse selecionada. Poucas vezez na vida me identifiquei tanto com algo, me senti tão encantada e tão loucamente pronta. A resposta viria em duas semanas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu cruzasse o portão da saída, me pediram para esperar alguns minutos. Com a reação de culpa que me é peculiar, pensei que tivesse feito algo errado. Sorria. Não de felicidade, mas para espantar o nervosismo. Olhava os olhos dos outros presentes ali, esperando uma aprovação daqueles olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega ao fim a agonia. Mais algumas perguntas, algumas explicações e ouço: Seja bem-vinda! O sorriso agora toma conta do rosto inteiro, ocupando mais lugar do que lhe é permitido. Agradeço com poucas palavras por não saber expressar a mistura interna que cresce em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram outras coisas, mas já não escutava. Por dentro eu me dava os parabéns e me lembrava do quanto eu era capaz. Logo liguei para contar a novidade e ouvir os devidos elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, olho para trás e vejo o quanto foi importante recusar outras ofertas e seguir este caminho. Apaixonada por livros que sempre fui, não podia existir um lugar melhor para eu me encontrar.&lt;br /&gt;Até hoje, ao cruzar o portão de entrada, sinto o rubor no rosto e os olhos brilhando umedecidos. Foi uma grande conquista... minha e do destino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350276332278050514" style="WIDTH: 106px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sj__-iuc7tI/AAAAAAAAADs/sKE-2KKpfV0/s320/1_milhao_rodas.gif" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-7801586824586471101?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/7801586824586471101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/06/um-presente-do-acaso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7801586824586471101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/7801586824586471101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/06/um-presente-do-acaso.html' title='Um presente do acaso'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/Sj_-Tj8eJPI/AAAAAAAAADk/aFhK9AQO4N4/s72-c/cachorro_003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-9042795526578033995</id><published>2009-05-08T16:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T20:10:30.262-07:00</updated><title type='text'>Mulheres do século... XXI??</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SgjojXWW5mI/AAAAAAAAADc/u8tlyATuBVY/s1600-h/botox278+velha+no+espelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334769452881208930" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SgjojXWW5mI/AAAAAAAAADc/u8tlyATuBVY/s320/botox278+velha+no+espelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lotação cheia. Mente cansada. Mais um dia exaustivo que se aproxima do fim. Sentada a janela, observo a movimentação, as idas e vindas dos seus apressados pedestres, que enchem a rua. Muito igual a todos os outros dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos já não possuem a concentração que havia pela manhã. A fadiga me impede de manter a atenção na leitura. Fecho o livro e continuo a ver os sapatos passando rápido pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, no ponto do Shopping entra mais gente do que caberia, abarrotando o pouco espaço do transporte. Apesar de sentada, também sou espremida entre bolsas e braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risadas altas e falas "incomuns" me alertam para uma dupla de garotas ao meu lado. Usam roupas apertadíssimas, decotes que deixam o corpo à mostra, convidativos. Seus comentários conseguem me prender a atenção. O assunto é as últimas festas, os últimos beijos, os últimos encontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é desconfortável e fico um pouco aflita. Incrédula, na verdade. As garotas, porém, prosseguem sem pudor. Enchem meus ouvidos com suas histórias. Acabo por compartilhar daquela conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento mudar o pensamento, mas ele volta correndo ao encontro das palavras ditas sem vergonha. É como se o som de suas vozes entrasse direto em minha mente, sem que eu pudesse escolher o seu percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas delas existem? Centenas? Milhares? Prefiro não pensar, não calcular. Lembro-me de quando eu tinha 15 anos e me chamavam de Nerd ou CDF. Tinha vergonhas das mãos dadas, e tremia só de pensar nos beijos. Os "namoros" eram sempre acompanhados de muitos olhos. Eram outros tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho novamente as meninas. Será que possuem planos? Será que são sonhadoras como eu fui? As altas gargalhadas interrompem meus pensamentos. Será que me ouviram?? Talvez esteja rindo de mim. Por que será que elas me prendem tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta é o silêncio. Provavelmente era o melhor que eu podia ouvir agora. Abaixo a cabeça... acho que estou velha com meus 21 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-9042795526578033995?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/9042795526578033995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/05/lotacao-cheia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/9042795526578033995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/9042795526578033995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/05/lotacao-cheia.html' title='Mulheres do século... XXI??'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SgjojXWW5mI/AAAAAAAAADc/u8tlyATuBVY/s72-c/botox278+velha+no+espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-3549206937524634531</id><published>2009-04-24T15:41:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T15:50:32.367-07:00</updated><title type='text'>Uma bexiga estourada</title><content type='html'>Esse mês é aniversário de uma amiga. Me aflijo ao lembrar que esqueci a data. Era no começo do mês? Final? Não consigo... Penso em pedir ajuda a outra amiga, um pouco melhor de memória do que eu. A rotina atropela tudo e mais uma vez vou deixando para trás momentos importantes. Será que ela vai pensar que não gosto mais dela? Minha mente se enche de porquês, mas não ouço respostas. Talvez as perguntas estejam sendo feitas no tempo errado. Ou para a pessoa errada. Novamente dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me fez lembrar meu aniversário. Foi há pouco, mês passado. Um dia melancólico, sem minhas cores e canções preferidas. Um dia vazio. Quando pequena, sempre me diziam que o dia que nascemos era diferente de todos os outros. Eu esperava o ano inteiro por aquela data. Quando estava próximo, a ansiedade entrava sem bater e me impedia de dormir. Me concentrava na mágica do dia, das pessoas que iriam me abraçar, me ligar, me desejar “paz, amor, saúde e prosperidade”. Falas feitas. E quem não gosta delas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano porém foi especial. Especial por que me fez pensar na amplitude de alguns relacionamentos. Não houve bexigas coloridas e engraçadas, nem luzes indicando a minha idade. Não houve aplausos em minha homenagem, nem doces com sabor de aniversário. Tive poucos sorrisos, poucos abraços (alguns forçados) e menos beijos. Tive poucos votos de felicidade, poucos amigos e nenhuma comemoração. Era um dia comum. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que ele não tivesse existido. Podia ter passado ele dormindo, na frente da TV ou talvez a ler um livro. Teria sido melhor. Não haveria cobranças dos amigos que ficaram no meio do caminho. Esqueceria o valor que perdi com os passos dados, com a longa caminhada. Se ainda houvesse um esconderijo de mim, um lugar que distanciasse meus próprios pensamentos. Fugi o máximo que pude. Tive que me enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma festa de recordações das alegrias vividas. Queria estar completando sete anos e dividir um bolo de coração com minha irmã mais velha. Ficar feliz ao ver o palhaço que vem animar minha festa. Brincar de roda com meus amigos, que repetiam que aquele era meu dia (e isso o fazia especial). Preferia não ter crescido, não ter errado, não ser eu. Pelo menos não no dia do meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas viriam outros sóis e eu volltaria a minha rotina, esquecendo o quanto doeu o “meu dia”. Esquecer que meu aniversário foi como uma bexiga estourada. Sem ar e sem vida, sem servir para nada. Um dia INESQUECÍVEL!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-3549206937524634531?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/3549206937524634531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/uma-bexiga-estourada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/3549206937524634531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/3549206937524634531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/uma-bexiga-estourada.html' title='Uma bexiga estourada'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-916466420914529996</id><published>2009-04-08T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T07:25:23.499-07:00</updated><title type='text'>ESCOLHAS</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sou livre e dona de minhas próprias escolhas. Vivo em uma democracia, na qual é pregada a libedade de expressar opiniões, pensamentos. Posso me manifestar sobre aquilo que não gosto e escolher a vida que quero levar. Escolho meus amigos, minha profissão, os lugares que quero trabalhar e as pessoas com as quais terei algum tipo de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que esse monte de coisas que aparecem na minha frente, e que eu posso dizer sim ou não, compõem aquilo que nomearam como LIBERDADE. Além de mim, muitos outros creem viver nessa mesma sociedade que eu, onde você é dono do seu próprio destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida continua e nos empurra para alguns caminhos. Eu, por exemplo, fiquei sem trabalho. Isso não foi uma escolha minha, mas uma que alguém fez por mim. Decidi que queria mudar minha área, ter novas experiências, buscar novos caminhos... minha escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vagas surgem. São mais do mesmo. Junto a elas posso somar o desespero que vai se encostando em mim aos poucos, invadindo a mente para que eu não corra o risco de esquecer a minha condição. Outra escolha: ir e repetir tudo o que tenho vivido nos últimos tempos ou ficar e arriscar a sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui. Com dor no peito e vontade de não estar indo. Queria desviar o pensamento, lembrar do que foi bom, mas a mente é algo que nem sempe está a nosso favor. Fiz tudo errado. Dei as informações mais sinceras sobre mim, falei o que pensava e saí satisfeita. Eu não devia nem ter ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente a dor e a dúvida. Até quando? Tudo bem, amanhã o sol estará lá com novas oportunidades a serem abraçadas. Demorou menos do que eu pensei. Durou o tempo de uns rabiscos no chão, de rir alto e me sentir forte outra vez. Tudo certo. Quando você quer começar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um boca aberta e um suspiro de alívio. Essa sim foi uma boa escolha. A que eu mesma pintei... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdyzgHVTS4I/AAAAAAAAADU/elNLUfB3E7o/s1600-h/pincel-na-estrada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322326223950662530" style="WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdyzgHVTS4I/AAAAAAAAADU/elNLUfB3E7o/s320/pincel-na-estrada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-916466420914529996?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/916466420914529996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/escolhas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/916466420914529996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/916466420914529996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/escolhas.html' title='ESCOLHAS'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdyzgHVTS4I/AAAAAAAAADU/elNLUfB3E7o/s72-c/pincel-na-estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-1382001710150511736</id><published>2009-04-03T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T06:26:51.049-07:00</updated><title type='text'>UM GOL SEM TORCIDA</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dia de domingo. A turma de amigos se encontra para ir ao estádio. A diversão começa antes mesmo de sair de casa. Muita cerveja, altas risadas e, claro, a velha e surrada camisa de torcedor. O jogo é um clássico: Corinthians e São Paulo. Eufóricos e confiantes, os fanáticos alvinegros seguem rumo ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, local da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da cidade, parte um carro com a torcida tricolor, fazendo farra e cantando rumo ao estádio. O veículo em alta velocidade chama a atenção dos pedestres. Jogo eliminatório. Hoje será decidido qual dos dois clubes continua no campeonato. O clima é tenso. A festa é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo está marcado para 16h. O relógio marca 14h30, mas no bar do São Paulino, localizado em frente ao Morumbi, já se encontram centenas de amigos, que entre um petisco e outro, fazem apostas a respeito da vitória tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltando ainda uma hora para o início da partida, os torcedores fazem fila para ocupar seus assentos, previamente reservados. Eis que chega uma celebridade do clube: Roger, vocalista do Ultraje a Rigor. Ele foi, como todo bom são-paulino, homenagear seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda diz a Roger: “Preciso de seu cartão de identificação”. O sujeito bate na testa. Ele havia esquecido que, a partir desse domingo, um cartão contendo seus dados e suas digitais deveria ser apresentado na entrada dos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila se aglomera e começa o tumulto. A torcida se revolta e quer, a todo custo, que o cantor entre no estádio, afinal, ele é um ídolo do São Paulo. Inconformado, Roger arma seu melhor sorriso e tenta negociar: “Pô, seu guarda! É dia de decisão”. O guarda, porém, se mantém inflexível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio marca 15h30. A série de pessoas está cada vez maior. A fúria começa a tomar conta dos rostos suados, e, do outro lado, os policiais ficam posicionados para uma possível batalha. Os minutos passam velozmente. É dia de decisão também fora do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora do jogo se aproxima. Burocracia. O torcedor, inconformado, ainda tenta a negociação. Roger, nervoso, começa a cantar o hino do São Paulo em sua versão rock’n’roll, uma marca de seus shows. A fila se entusiasma e continua o protesto. O guarda permanece firme, irredutível. O ponteiro marca 16h. Vai ter início a partida. O lado tricolor encontra-se vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola no centro do campo. O juiz apita e dá início a disputa. A partida mal começou e Dagoberto já avançava livremente na área corinthiana. Dois ou três passes, bola no pé de Borges, xodó da torcida são-paulina. Ele chuta e fal um gol antes que a partida complete um minuto. GOOOOOOOOOOOOOOOL!&lt;br /&gt;Arquibancada vazia. Os jogadores olham aflitos para a ala são-paulina. Ficam surpresos e, decepcionados, comemoram entre si. Um gol sem torcida. Ponto para a burocracia.&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYOdr7zOiI/AAAAAAAAADM/SPdM9xOjpx0/s1600-h/arquibancada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320455912957360674" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYOdr7zOiI/AAAAAAAAADM/SPdM9xOjpx0/s320/arquibancada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-1382001710150511736?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/1382001710150511736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/um-gol-sem-torcida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1382001710150511736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1382001710150511736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/um-gol-sem-torcida.html' title='UM GOL SEM TORCIDA'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYOdr7zOiI/AAAAAAAAADM/SPdM9xOjpx0/s72-c/arquibancada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-6199910095287553994</id><published>2009-04-03T05:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T06:00:57.309-07:00</updated><title type='text'>"Hoje eu tê feliz... (Matei o presinte)"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYITpolKpI/AAAAAAAAADE/uQ4kJpOQViw/s1600-h/gabrielopensador1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320449143471418002" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYITpolKpI/AAAAAAAAADE/uQ4kJpOQViw/s320/gabrielopensador1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui uma admiradora do Gabriel, O Pensador. Gosto de suas letras e de seu jeito ousado e desafiador. Um gênio. Sempre tentando alertar sobre as injustiças que o povo sofre, é mal-visto por boa parte da sociedade, por considerá-lo envolvido com “coisas” ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brazuca; Estudo Errado; Mentiras do Brasil, Retrato de Playboy; Festa da Música... Nossa! Não consigo me lembrar de uma música que não tenha algo que nos acrescente. Gosto de falar dele por que acho que estamos carente de músicas com letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira música, lançada ainda em fita, foi Tô Feliz (matei o presidente), a qual foi censurada pelo governo. A composição se referia ao ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello. Foi lançada em 1992, pouco antes dos caras pintadas irem as ruas pedir o impeatcheman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retratando a vontade do povo, ele conta que encontrou Collor na rua e atirou em sua cabeça, matando o presidento. Sua ação vira motivo de festa geral. Todos comemoram. Narra o velório e as mudanças que ocorreriam em decorrência da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma bem alegre, ele consegue traduzir a vontade de todos os brasileiros naquele ano. Prova disso é que poucos meses depois o Presidente foi “derrubado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica para aqueles que não conhecem. Um gênio da música brasileira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-6199910095287553994?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/6199910095287553994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/hoje-eu-te-feliz-matei-o-presinte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6199910095287553994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6199910095287553994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/04/hoje-eu-te-feliz-matei-o-presinte.html' title='&quot;Hoje eu tê feliz... (Matei o presinte)&quot;'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/SdYITpolKpI/AAAAAAAAADE/uQ4kJpOQViw/s72-c/gabrielopensador1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-5458951281639465603</id><published>2009-03-26T20:42:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T20:53:16.314-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;Hoje o dia nasceu errado. Não devia ter saído, não devia ter nascido, não podia ter começado... Hoje eu não pude me proteger dos males, não pude fugir do mundo. Tive que me enfrentar, mesmo sem querer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Coisas da vida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;E que vida é essa? Como enfrentar o inverno em um dia que saí de casa se carregar agasalho? E ninguém poderia me emprestar uma blusa de lã. Hoje ela não caberia em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Caminhar... caminhando. O dia vai passando. Não sei onde tudo isso vai dar e nem tenho certeza se quero mesmo saber. Para quê? A caminhada precisa continuar antes que alguém me atropele no caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Meus olhos procuram a luz. Procuram a razão, a solução. A água que cai não deixa que eu enxergue direito. É a chuva no meu rosto que limita a minha visão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quero gritar. Quem vai ouvir minha voz? Muitos. E o que farão? Alguém pode sentir essa dor por mim? Não. Como eu também nunca pude fazer por ninguém. Faz parte do nosso crescimento. É isso que me dizem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O dia vai acabar. A noite negra vai tomar o lugar do sol alegre. Isso me conforta. Hoje eu preciso que o dia acabe logo. Talvez assim eu volte a crer na primavera, no sol que sempre surge no amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O dia não devia ter nascido... Mas eu nunca poderei impedi-lo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-5458951281639465603?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/5458951281639465603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/hoje-o-dia-nasceu-errado.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/5458951281639465603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/5458951281639465603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/hoje-o-dia-nasceu-errado.html' title=''/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-2768580496526877601</id><published>2009-03-25T04:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T04:50:00.794-07:00</updated><title type='text'>O Médico BRASILeiro</title><content type='html'>Fui apresentada por uma amiga à revista Brasileiros. Comprei a edição atual (número 20 – março/2009) porque o TCC dela tinha virado matéria para essa revista. Como não podia deixar de ser, além do texto recomendado, li também outros que me chamaram atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um deles, porém, me marcou especialmente. Vinha com o título: O médico da pobreza, e narrava a história de Aziz Miguel Filho, um cirurgião-geral que paga para trabalhar. Ele atende a população de Barra da Ribeira, um município de Iguape, faz dois anos e meio. Por ter tido desavenças com seus superiores, foi demitido e a cidade ficou sem médico. Dr. Aziz, desde então, gasta em média R$ 2 mil por mês entre gasolina, aluguel e farmácia (já que também tem que comprar os medicamentos para seus pacientes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O lugarejo é habitado por 1.800 pessoas. Quando pergunta “como vai, tudo bem” a um dos moradores, sempre ouve uma queixa como resposta. Suas consultas já começam ali, no meio da rua mesmo, tal a urgência dos habitantes. Muitos deles devem a vida a Dr. Aziz.&lt;br /&gt;O objetivo da postagem não é refazer um perfil do Dr. Aziz (que todos podem ler diretamente na revista), mas compartilhar a imagem de uma pessoa realmente maravilhosa, que abre mão de quase metade de seu salário para atender os mais necessitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto lia a matéria pensava na função de um médico. Vemos tantos doutores insatisfeitos porque não podem trabalhar no melhor hospital ou porque ainda não ganham o melhor salário. São frustrados. Talvez tenham esquecido que suas mãos podem salvar e gerar vidas. Eles precisam conhecer o Dr. Aziz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma esperança. Essa matéria me trouxe uma força diferente. No meio de tantos corruptos que roubam o dinheiro da nossa saúde, Dr. Aziz dá o seu próprio dinheiro em benefício da saúde de outros. A vida segue. Mas não será mais a mesma. Dr. Aziz já mostrou que é um bom Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScoZfAcpkKI/AAAAAAAAAC8/Zl381V0nyXk/s1600-h/dr.+Aziz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317090330551095458" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScoZfAcpkKI/AAAAAAAAAC8/Zl381V0nyXk/s320/dr.+Aziz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-2768580496526877601?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/2768580496526877601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/o-medico-brasileiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2768580496526877601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/2768580496526877601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/o-medico-brasileiro.html' title='O Médico BRASILeiro'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScoZfAcpkKI/AAAAAAAAAC8/Zl381V0nyXk/s72-c/dr.+Aziz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-4746730588685530519</id><published>2009-03-21T19:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T20:01:53.307-07:00</updated><title type='text'>Uma passageira do trem...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScWp0eLbtuI/AAAAAAAAACs/4PDqkXCzYoM/s1600-h/conto_janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315841654100047586" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScWp0eLbtuI/AAAAAAAAACs/4PDqkXCzYoM/s320/conto_janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Viagem de trem. Estou atrasada e anseio para que a viagem dure o mínimo. Olho em volta, as pessoas estão geladas como o trem. Nenhum olhar se cruza, nenhum bom dia, nenhum sorrisinho de canto. A viagem continua. De repente, uma senhora começa a chorar alto. Estou de pé e posso vê-la melhor que os outros passageiros. Então, ela começa a falar compulsivamente. A mulher, com os olhos alagados, cabelos bagunçados e poucos dentes na boca, veio de Itapevi, interior de São Paulo. Ela possui seis filhas e é viúva, não consegue emprego e foi apelar para a colaboração dos outros humanos. Vejo dor em seu olhar, dor e raiva do mundo. Dor por achar que é indigna, por ter que exibir contas para que as pessoas lhe joguem uns trocados. Raiva por que alguns a olham enojados, como se não pertencessem a mesma raça que ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não posso ajudá-la. Aquilo é pior que ver a tristeza em seus olhos. É não poder fazer nada. Como eu queria poder ajudar, mudar, dar dignidade de volta a ela. Como eu gostaria de dizer algumas coisas que a fizessem lembrar-se do valor que ela tem para o mundo. Não consigo. Sinto-me mal...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pim, pom! A campainha do sino avisa: “é proibido pedir esmolas no trem”. Como assim? Será que eu ouvi direito o aviso? Estão proibindo uma mulher de pedir ajuda? Ou será que estão proibindo as pessoas de ajudar? Não. Não pode ser verdade que meu país está fazendo isso. Será que eles não veem que ela não tem opção? Que a vontade dela era ser uma passageira comum, olhando as estações passarem, enquanto anseia pela sua.&lt;br /&gt;Silêncio. Ninguém disse nenhuma palavra. A mulher agradece a todos (inclusive a mim, que nada fiz por ela) e desce, contando suas moedas. Sozinha com sua tristeza. A viagem continua. As pessoas já esqueceram que por ali passou aquela senhora. Eu a procuro com os olhos. Não pude fazer nada... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-4746730588685530519?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/4746730588685530519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/uma-passageira-do-trem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4746730588685530519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/4746730588685530519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/uma-passageira-do-trem.html' title='Uma passageira do trem...'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScWp0eLbtuI/AAAAAAAAACs/4PDqkXCzYoM/s72-c/conto_janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-1751394974642281530</id><published>2009-03-18T11:08:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T20:17:52.528-07:00</updated><title type='text'>o MEU dia daqueles</title><content type='html'>Hoje o dia começou errado. O mundo virou de cabeça para baixo enquanto eu dormia e nem tive tempo de acompanhar a mudança. Tudo diferente... Será que eu estou no lugar certo? Onde estão aquelas certezas que eu tinha quanto ao caminho, as pessoas, as coisas todas? Tudo diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo estranho me invade. Medo? Tristeza? Não posso mais nem definir o que eu sinto. Gostaria apenas que o mundo parasse de rodar e me desse tempo para eu acompanhar sua mudança. Tudo está indo tão rápido... Onde foi mesmo que eu me perdi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria gritar para o mundo que eu não estou bem. Poxa, será que eu não tenho esse direito? Não. Apenas tenho que cumprir o meu papel dentro da rotação. Tenho que fingir estar ótima para garantir o equilíbrio do restante das pessoas. Não posso me dar ao “luxo” de estar diferente hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho em volta... Minha resposta está no silencio dos outros. Será que tudo vai ser sempre assim. As pessoas sempre farão parte da paisagem, como obras de arte estáticas, sem sentimentos, sem vontades, apenas cumprindo o seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso concordar. Cansei de achar tudo correto e tentar me adaptar ao mundo. Cansei de tentar ser boa para que os outros se lembrem de mim. Isso não me basta mais. O mundo está injusto hoje... Eu não quero colaborar com tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como mudar? Onde eu posso fazer diferente?&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo acabará bem. O fim será amanhã, com o início de um novo dia...&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScG5Hn0boXI/AAAAAAAAACk/ktb7KYDv3oA/s1600-h/gato+cansado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314732575873016178" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScG5Hn0boXI/AAAAAAAAACk/ktb7KYDv3oA/s320/gato+cansado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-1751394974642281530?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/1751394974642281530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/o-meu-dia-daqueles.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1751394974642281530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/1751394974642281530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/o-meu-dia-daqueles.html' title='o MEU dia daqueles'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScG5Hn0boXI/AAAAAAAAACk/ktb7KYDv3oA/s72-c/gato+cansado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-9036852203015988515</id><published>2009-03-17T16:59:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T17:01:39.855-07:00</updated><title type='text'>Eu sei que vou te amar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScA5yNZfgoI/AAAAAAAAACU/LnES8V-8-5E/s1600-h/eu-sei-que-vou-te-amar-poster-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314311095050011266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScA5yNZfgoI/AAAAAAAAACU/LnES8V-8-5E/s320/eu-sei-que-vou-te-amar-poster-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há pouco tempo li o livro &lt;em&gt;Eu Sei que Vou te Amar&lt;/em&gt;, do Arnaldo Jabor. Planejava lê-lo durante as minhas férias, mas, o tempo foi pequeno para tantos projetos. Eis que, no dia que resolvo devolver o livro à biblioteca, começo a folhear suas páginas no ônibus. A história era ótima, porém, totalmente diferente do que eu imaginava. Supunha minha mente que seria uma história romântica, com um final feliz, como nos velhos contos.&lt;br /&gt;Surpresa!&lt;br /&gt;Era uma vida. Uma vida real, como nenhum conto seria capaz de inventar. De maneira brilhante, o autor conta a história de um casal que viveu junto por três anos. Após ter descoberto uma traição de sua mulher, o homem, ofendido, a expulsa de casa. A trama inteira se passa no apartamento dele, numa longa discussão entre os dois. São reveladas traições, desejos, ciúmes e mesquinhez de tudo aquilo que era para ser uma história de amor.&lt;br /&gt;Ela, conta o motivo da traição – sempre fora a sombra do marido. Ele exibe a contra-reação, que fez com que ele procurasse garotas de programa e até travestis, para provar sua virilidade. Eles se amam e se odeiam. E agora tentam, incessantemente, mostrar-se superior ao outro.&lt;br /&gt;O livro termina com os dois na cama. Não, eles não se reconciliam. Apenas transam, como um casal que não soubesse o que é o amor. Arnaldo Jabor foi muito fundo, muito perto da realidade. Ele mostra um amor diferente, vingativo. Não é perfeito e feliz, mas nem por isso deixa de ser amor. O sofrimento e a decepção também são integrantes do amor, e saber lidar com eles é também saber amar.&lt;br /&gt;Não há ilusões de contos, não há família. Não há final feliz. Há simplesmente ele, ela e a história dos dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-9036852203015988515?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/9036852203015988515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/eu-sei-que-vou-te-amar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/9036852203015988515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/9036852203015988515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/eu-sei-que-vou-te-amar.html' title='Eu sei que vou te amar...'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/ScA5yNZfgoI/AAAAAAAAACU/LnES8V-8-5E/s72-c/eu-sei-que-vou-te-amar-poster-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2269892950249971327.post-6807424024269472675</id><published>2009-03-17T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T15:41:08.096-07:00</updated><title type='text'>Meu Mundo Colorido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem vindo ao meu blog. Há tempos que venho com o projeto de criar um blog com minha cara, minhas ideias, meu jeito... Esse plano tem sido adiado devido à falta de tempo entre trabalho e faculdade. Coisas da vida...&lt;br /&gt;Aqui pretendo pôr para fora minhas impressões do mundo... medos, alegrias e experiências. É minha forma de compartilhar com o outro aquilo que eu mais gosto de fazer: escrever.&lt;br /&gt;Ah, sim. Deixe-me explicar o título desta postagem (além de me apresentar, claro).&lt;br /&gt;Meus olhos são coloridos. São negros, verdes, azuis e amarelo, mas nunca são totalmente brancos. Meus olhos são minha porta para o mundo e, através da minha escala de cores, as pessoas são classificadas em minha vida. Há pessoas que possuem mais de uma cor, e assim são porque misturam um montão de coisas em seu caráter. Jamais serão totalmente brancos, pois não enxergo aquele que apresente total ausência de cor.&lt;br /&gt;Alguns amigos são laranja, pois basta que eu chegue perto deles para que a alegria me invada e eu me esqueça das maldades do mundo. Outros são amarelos, me dando vida mesmo de longe. Há ainda os negros, quando acontece uma explosão de cores. É verdade que, às vezes, alguns desses se encontram cinza. Mas isso é passageiro, a cor predominante nunca será essa.&lt;br /&gt;Gosto que o mundo seja assim. Prefiro acreditar que cada cor que há dentro dos outros me trarão coisas boas, novos aprendizados. Classifico-os sempre pelo que há de melhor. Gosto de olhar a vida com otimismo. E sempre do meu modo &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;O&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2269892950249971327-6807424024269472675?l=daysepoliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/feeds/6807424024269472675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/meu-mundo-colorido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6807424024269472675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2269892950249971327/posts/default/6807424024269472675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daysepoliveira.blogspot.com/2009/03/meu-mundo-colorido.html' title='Meu Mundo Colorido'/><author><name>Dayse Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12381906494008191616</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_9tcCXfBtKfY/TSKE4H3uZJI/AAAAAAAAAHs/5BoKJvZESNs/S220/flor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
